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Todos os números do primeiro jornal brasileiro, estão disponíveis para download e para fazer pesquisa dentro do arquivo.

  • Correio Braziliense



Todos os números do Correio Braziliense:



1808

  • 001, junho de 1808
  • 002, julho de 1808
  • 003, agosto de 1808
  • 004, setembro de 1808
  • 005, outubro de 1808
  • 006, novembro de 1808
  • 007, dezembro de 1808

1809

  • 008, janeiro de 1809
  • 009, fevereiro de 1809
  • 010, março de 1809
  • 011, abril de 1809
  • 012, maio de 1809
  • 013, junho de 1809
  • 014, julho de 1809
  • 015, agosto de 1809
  • 016, setembro de 1809
  • 017, outubro de 1809
  • 018, novembro de 1809
  • 019, dezembro de 1809

1810

  • 020, janeiro de 1810
  • 021, fevereiro de 1810
  • 022, março de 1810
  • 023, abril de 1810
  • 024, maio de 1810
  • 025, junho de 1810
  • 026, julho de 1810
  • 027, agosto de 1810
  • 028, setembro de 1810
  • 029, outubro de 1810
  • 030, novembro de 1810
  • 031, dezembro de 1810

1811

  • 032, janeiro de 1811
  • 033, fevereiro de 1811
  • 034, março de 1811
  • 035, abril de 1811
  • 036, maio de 1811
  • 037, junho de 1811
  • 038, julho de 1811
  • 039, agosto de 1811
  • 040, setembro de 1811
  • 041, outubro de 1811
  • 042, novembro de 1811
  • 043, dezembro de 1811

1812

  • 044, janeiro de 1812
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  • 047, abril de 1812
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  • 049, junho de 1812
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  • 055, dezembro de 1812

1813

  • 056, janeiro de 1813
  • 057, fevereiro de 1813
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1814

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1822

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Correio Braziliense

Marco Morel*

Considerado por alguns estudiosos como primeiro jornal brasileiro, o Correio Braziliense ou Armazem Litterario foi publicado em Londres durante 14 anos (junho de 1808 a dezembro de 1822), num total de 175 números, chegando ao Brasil, pelos tempos de viagem marítima da época, entre 45 a 90 dias depois. Na então capital do Brasil, ainda América Portuguesa, começava a circular a partir de setembro de 1808 a Gazeta do Rio de Janeiro (coleção digitalizada disponível em www.bn.br), primeiro periódico impresso em terras brasileiras, na Impressão Régia instalada pela Corte recém chegada ao Novo Mundo.


caderno de política do Correio Braziliense caderno de política do Correio caderno de política do Correio caderno de

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A importância e a originalidade do Correio, cujo impacto foi grande entre as elites luso-brasileiras, residia em ser um jornal de opinião explícita, que praticava o debate público, defensor das modernas liberdades, em contraponto às tradicionais gazetas de Antigo Regime, ainda que houvessem importantes pontos em comum entre os dois periódicos que acabavam de surgir. A circulação do Correio era formalmente proibida e perseguida no Brasil e em Portugal, o que não impediu que circulasse, inclusive entre as autoridades. A própria localidade de elaboração deste órgão já expressava sua dupla e complexa relação com o liberalismo monárquico inglês e com a expansão econômica do Império britânico.

Hipólito da Costa

O redator do Correio, Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça (1774 - 1823), nascido na Colônia de Sacramento pertencente então a Portugal, era um típico homem de letras luso-brasileiro, que valorizava o papel do Brasil nesse conjunto. Ele empreendeu a monumental tarefa de coletar materiais e redigir durante todo o tempo uma publicação que lembra pouco um jornal de nossos dias. Cada número se compunha de um volume, mensal, apresentando em média entre 72 e 140 páginas, embora alguns tenham ultrapassado 200. Era dividido em quatro seções gerais: Política, Comércio e Artes, Literatura e Ciência e, ainda, Miscelânia (que se subdividia em Correspondência e Reflexões).

Tal publicação pertenceu a uma época de crise, instabilidades e expressivas transformações: impérios que ruíam ou se reestruturavam, nações que se constituíam. Em suas páginas vibram estas tensões, incertezas e esperanças. O Correio, sem dúvida, está associado às condições que resultaram na Independência do Brasil, ainda que só nos últimos momentos tenha apoiado a separação de Portugal. Para os pesquisadores atuais trata-se de um enorme e precioso manancial de fontes documentais. Sobretudo porque seu redator não apenas registrou de modo privilegiado tais acontecimentos locais e internacionais, formando um amplo “armazém”, como participou deles, assumindo posições e influindo, no seu limite, nas mudanças que ocorriam. A Era das Revoluções palpita nestas folhas impressas.


Indicação de leitura:

HIPÓLITO José DA COSTA Pereira Furtado de Mendonça. Correio Braziliense ou Armazém Litterario, Londres: W. Lewis Paternoster, 1808 - 1822. Edição fac-similar organizada por Alberto Dines em 31 volumes: Brasília /São Paulo, Correio Braziliense / Imprensa Oficial, 2001. O vol. 30, em dois tomos, contém artigos e ensaios sobre o jornal e seu redator e o vol. 31 traz a reimpressão do Índice do Correio Braziliense 1808 - 1822, apres. José Honório Rodrigues, Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 1976.


* Marco Morel, Doutor em História pela Université de Paris I, professor do IFCH / UERJ.


Consulte ao lado a lista completa, com os 175 números do Correio Braziliense. Para achar um número específico, use três dígitos na busca, seguindo o seguinte padrão: Correio Braziliense 001

Também é possível fazer busca por palavras, dentro dos arquivos pdf. Boa Pesquisa!


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