A proposta de formação de uma Brasiliana Digital parte de alguns princípios fundamentais. Para nós, a biblioteca digital que estamos construindo deve se nortear pelo seu uso esperado: a pesquisa científica e a investigação interessada; a educação formal e informal; o desejo de conhecimento e de formação dos cidadãos. A instituição desta biblioteca digital, que desdobra virtualmente o magnífico acervo da Universidade – tendo por ponto de partida a Biblioteca MIndlin – poderá, em médio prazo, oferecer um modelo tecnológico de gestão que possa se multiplicar por outras coleções e acervos. Sendo assim, a Brasiliana Digital se oferece como um instrumento de multiplicação, de universalização de acesso, de democratização dos meios que permitem uma formulação mais sólida da memória nacional e uma reflexão ampliada sobre a cultura brasileira.
O fase piloto de implantação da Brasiliana Digital conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), por meio de um auxílio à pesquisa (processo 07/59783-3). É um projeto desenvolvido pela Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin em parceria com a Escola Politécnica da USP. Além disso, contamos com o apoio de outras instituições, grupos de pesquisa e pesquisadores.
Na atual versão (1.1) da Brasiliana Digital, todos os livros, folhetos e periódicos podem ser pesquisados também pelo seu conteúdo, já que estamos utilizando uma tecnologia de reconhecimento de caracteres (OCR). Os livros completos são oferecidos em alta resolução (300 dpi) com compressão de dados (Lura Compressor).
Recomendamos a utilização do navegador (browser) Firefox 3.0 (ou superior), da Mozilla.org, e o plugin Adobe Reader 9.0 ou superior para uma melhor experiência.
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A visualização dentro do navegador permite ao usuário a utilização do recurso fast web view, ou seja, serão primeiramente baixadas as páginas que estão sendo visualizadas, permitindo um acesso mais rápido. Além disso, oferecemos também uma versão em maior definição de todas estampas, gravuras e fotografias contidas nestes documentos.
Em sintonia com o projeto BRASILIANA USP, definimos um conjunto de princípios que norteiam a construção da Brasiliana Digital. Tais princípios estão de acordo com os 15 pontos do Memorando de intenções que resultou dos encontros de 5 de julho e 2 de agosto de 2007 promovidos pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br. Assinam este documento, além do Ministério da Cultura, diversas entidades, públicas e privadas, inclusive a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin da USP. Trata-se de um esforço para definir diretrizes de uma política pública de apoio a produção de conteúdos digitais.
São seis os princípios da Brasiliana Digital:
1. Uma biblioteca digital como instrumento de uma política nacional de produção de conteúdos para a rede mundial de computadores, contribuindo para a redefinição positiva da presença da língua portuguesa e da cultura nacional.
2. Uma biblioteca digital para a difusão de uma coleção original: uso das novas tecnologias como forma de conciliação das necessidades de preservação do acervo e o imperativo de universalizar o acesso. Rejeição de um modelo custodial de biblioteca.
3. Orientação para o contexto-usuário: a formação do acervo digital deve estar orientada por uma política de acesso universal; o usuário (e pensamos em termos polissêmicos) tem centralidade na construção deste acervo digital.
4. Uma biblioteca digital como instrumento da educação nacional: compromisso com a produção de materiais didáticos, com a formação de quadros em todos os níveis, desde o ensino fundamental até a pesquisa avançada.
5. Uma biblioteca digital pública: difusão do acervo, acesso universal (preservados os direitos do autor) e democratização da cultura. Adesão à Declaração de Berlim sobre o Acesso Livre ao Conhecimento nas Ciências e Humanidades (Berlin Declaration on Open Access to Knowledge in the Sciences and Humanities), de 2003: “acesso livre significa a livre disponibilização na Internet de literatura de caráter científico, permitindo a qualquer utilizador pesquisar, consultar, descarregar, imprimir, copiar e distribuir, o texto integral de artigos e outras fontes de informação científica”. Adesão aos protocolos da Iniciativa Open Archives (OAI-PMH - Open Archives Initiative Protocol for Metadata Harvesting) - protocolo desenvolvido para permitir que os metadados sejam acessíveis por diversos serviços de busca e compartilhados pelos repositórios digitais.
6. Compromisso com a democratização de nossa experiência. Adesão aos princípios do software livre (open source).
O fase piloto de implantação da Brasiliana Digital conta com o apoio da Fapesp, por meio de um auxílio à pesquisa (processo 07/59783-3).

Laboratório da Brasiliana Digital
Foi adquirido um sistema integrado de digitalização robotizada de livros encadernados (APT 2400RA BookScan da Kirtas Tech) e instalado o Laboratório da Brasiliana Digital (LBD) em sede provisória junto ao canteiro da obra do edifício da BRASILIANA USP. O sistema robotizado foi apelidado de Maria Bonita pela equipe.
A robozinha "Maria Bonita"
O sistema da Kirtas é acompanhado de uma suíte de aplicativos. O APT Manager, um firmware e software de controle que estabelece a interface com o sistema robótico e o BookScan Editor (BSE), um avançado software de pós-processamento de imagem que permite processar com velocidade o fluxo de imagens capturadas, e compreende um editor automatizado para a publicação (formatação) das imagens em arquivos PDF (e-books). Utilizamos também o aplicativo ABBYY OCR Finereader v8, com suporte em português (e outras 178 línguas), para a preparação de PDFs com textos pesquisáveis.A compressão dos dados é feita com o aplicativo Lura Compressor (da LuraTech).
O Laboratório oferece toda a estrutura de hardware e de rede necessária para a implantação de uma versão teste da Brasiliana Digital. O Laboratório conta hoje com o trabalho de mais de 30 profissionais, entre professores, pesquisadores, técnicos e bolsistas.
Sistemática de acesso a terceiros
Os recursos do LBD destinam-se prioritariamente a atender as atividades de implantação da Brasiliana Digital. Contudo, sua vocação é envolver toda a comunidade universitária e, se bem sucedida, propor um modelo para uma ampliação, em rede, de um acervo bibliográfico e documental brasileiro.
O LBD está aberto ao atendimento de demandas de terceiros, com a condição de que os acervos digitalizados respeitem a política de publicização assumida e os princípios da Brasiliana Digital.
A Brasiliana Digital tem sido desenvolvida em colaboração com o KNOMA - Laboratório de Engenharia de Conhecimento da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, coordenado pelo prof. dr. Edson Satoshi Gomi.
A Brasiliana Digital é também um espaço de intercâmbio, de apoio e de convergência de outros projetos afins.
A Brasiliana Digital inicia sua atividades com a publicação de cópias digitais do acervos da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin e do Instituto de Estudos Brasileiros. Outras parcerias estão sendo construídas e, em breve, novos documentos poderão ser visualizados.
Parceiros da Brasiliana Digital
Instituto de Estudos Brasileiros (USP)
Laboratório de Tecnologia da Informação da Universidade Federal de Pernambuco (Liber)
Laboratório de Cartografia Histórica da Cátedra Jaime Cortesão (FFLCH-USP), núcleo operacional do Projeto Temático Dimensões de Império Português (Fapesp).
Sistema Integrado de Bibliotecas da USP , em particular com a Comissão de Digitalização das Obras Raras e Obras Especiais das Bibliotecas do SIBi/USP